Pássaros e flores embelezam Pedra Azul

Pássaros e flores embelezam Pedra Azul

21/09
Basta uma visita com olhar mais apurado para perceber que os traços dos imigrantes mantêm-se  forte em Domingos Martins, Pedra Azul e região. Primeiramente, alemães e  logo depois, italianos,  chegaram no Espírito Santo por volta do século XIX,  a partir de um decreto do Imperador Pedro II em 1846, que tinha a finalidade de recrutar trabalhadores para o  Brasil. 

Como legado, eles deixaram uma gastronomia deliciosa que encanta visitantes, ritos e festas culturais e marcas da arquitetura europeia – logo na entrada de Domingos Martins, um pórtico em estilo germânico recepciona quem chega cidade. A sede da cidade, conhecida como Campinho,  tem uma forte influência alemã e abriga o Museu da Colonização em uma edificação construída em 1915 pelo Sr. Augusto Schwambach, patriarca de uma das primeiras famílias alemãs do lugar. 

O acervo possui objetos bem interessantes e curiosos que rendem um passeio divertido:  uma vitrola com manivela em perfeito funcionamento,  uma xícara com proteção para não sujar o bigode, o primeiro rádio da cidade, um vestido de noiva na cor preta, que era a moda, e  uma forma para fazer waffle em cuja tampa está gravada a receita em alemão.

Já em Pedra Azul e Venda Nova do Imigrante, mais ao Norte, foram os italianos que dominaram. Por lá, ao invés de joelho de porco e chucrutes, o prato principal são as pastas e um bom vinho tinto. Vale a pena ir até as  fazendas típicas italianas, aos  cafés e casas de chá e, de quebra, assistir uma missa junto com os moradores em uma igrejinha secular levantada pelos colonizadores católicos. Conhecer e curtir este roteiro histórico  é mais um atrativo para quem visita a região.

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